Júlio Casares foi expulso do São Paulo após votação do Conselho Deliberativo

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Júlio Casares em pronunciamento durante ato no São Paulo FC (Foto: Instagram)

Júlio Casares foi expulso dos quadros do São Paulo após decisão do Conselho Deliberativo, concluída na tarde desta quinta-feira. O ex-presidente, que havia renunciado no início do ano após seu afastamento, enfrentava acusações de gestão temerária feitas pelos conselheiros.

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A acusação baseou-se no artigo 34 do estatuto social do clube. Em relatório, a Comissão de Ética recomendou não apenas a expulsão de Casares como também o ressarcimento dos valores supostamente indevidamente sacados. A votação resultou em 224 votos favoráveis à punição, dois contrários e cinco abstenções.

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Em nota oficial, os advogados de Júlio Casares manifestaram “espanto” com o “abusivo desfecho” do processo, classificando a medida como de cunho “eminente­­mente político” e com “ares de perseguição”. A defesa sustenta que o procedimento foi esvaziado em razão de motivações alheias aos fatos financeiros.

Segundo a Comissão de Ética, o departamento financeiro do São Paulo indicou R$ 7 milhões em saques feitos por Casares, montante que será confirmado pelo Conselho Fiscal e é investigado por uma força-tarefa da Polícia Civil e do Ministério Público. O ex-presidente afirma que tais valores foram destinados a despesas da área de futebol.

Além disso, o uso do cartão corporativo do clube chegou a aproximadamente R$ 1 milhão, dos quais pouco mais da metade teria sido reembolsada. Essa conduta foi enquadrada no artigo 11 do estatuto, que trata de “dano ou prejuízo material” ao patrimônio são-paulino.

Júlio Casares não compareceu à reunião da Comissão de Ética em que poderia apresentar sua defesa. Seus representantes alegam que ele sofreu “cerceamento” no direito de defesa por não ter acesso a documentos necessários. O relatório final contesta essa versão, apontando que foram entregues relatórios de auditoria, documentos financeiros, protocolos de jogos e shows, política de uso do cartão corporativo e faturas de diversos exercícios. A própria defesa reconheceu o recebimento da documentação e fez novos pedidos. A Comissão de Ética é formada por Luiz Augusto Lia Braga, Mario Celso da Silva Braga, Milton José Neves Júnior, José Edgard Galvão Machado e Fábio Cesar de Souza Azambuja.