
Gabriella Querino Elorriaga e Sean Michieli em Veneza antes do acidente. (Foto: Instagram)
Gabriella Querino Elorriaga, de 26 anos, está desaparecida após a embarcação em que viajava afundar ao ser atingida por um táxi aquático no canal de Tessera, na Lagoa de Veneza. Grávida, ela perdeu contato após o acidente, enquanto o marido, o italiano Sean Michieli, teve morte cerebral confirmada em hospital local. Equipes de resgate italianas mantêm as buscas no canal, com apoio do Itamaraty e acompanhamento da família.
++ Elize Matsunaga: Carro do crime agora tem novo dono e acumula várias dívidas
A saída de barco que parecia mais um passeio rotineiro para o jovem casal se transformou em uma operação de resgate na madrugada de sábado (12). A colisão entre as duas embarcações surpreendeu os ocupantes e deixou parentes de Gabriella angustiados pela falta de informações sobre seu paradeiro.
++ Fiji enfrenta surto acelerado de HIV impulsionado pelo uso de metanfetamina
Natural de Ribeirão Preto, no interior de São Paulo, Gabriella mudou-se para a Itália há cerca de dois anos. Lá conheceu Sean, com quem se casou há três meses. O casal trabalhava com pesca na região da Lagoa de Veneza e esperava o primeiro filho. Além das atividades náuticas, a brasileira também cursava biomedicina, conforme sua biografia em redes sociais.
Segundo relatos, o impacto ocorreu por volta das 5h30, quando o barco em que Gabriella e Sean navegava pelo canal de Tessera foi atingido por um táxi aquático em alta velocidade. O casco danificado provocou o afundamento imediato, e destroços foram localizados pelas equipes de busca. As autoridades italianas ainda apuram a dinâmica exata da batida.
Sean foi retirado da água em estado grave, com traumatismo craniano, e encaminhado ao hospital mais próximo. Ele passou por cirurgia, mas as complicações evoluíram para morte cerebral, confirmada no domingo (13) pela família. O enterro ou eventual translado do corpo ainda não teve detalhes divulgados.
Pouco depois do acidente, o Corpo de Bombeiros de Veneza mobilizou mergulhadores, embarcações de apoio e helicóptero para vasculhar o canal. Jet skis também auxiliam nas buscas, que foram retomadas na segunda-feira (14), com equipes altamente especializadas concentradas na área afetada.
Em Ribeirão Preto, a irmã de Gabriella, Maria Eduarda, publicou um apelo nas redes sociais e planeja viajar à Itália para acompanhar pessoalmente as buscas. A mãe, Gisele, enfrenta dificuldades logísticas para embarcar e relata que a família vive momentos de angústia pela falta de informações. “Estamos desesperados e sem respostas”, afirmou.
O Ministério das Relações Exteriores confirmou o acompanhamento do caso por meio do Consulado-Geral do Brasil em Milão. O Itamaraty mantém diálogo com autoridades italianas e oferece assistência consular à família de Gabriella, garantindo suporte jurídico e logístico enquanto as buscas prosseguem.






