
Bitcoin desafia juros altos e dispara acima de US$ 76 000 (Foto: Instagram)
Na quinta-feira, 17 de setembro de 2026, o bitcoin voltou a registrar ganhos relevantes, ultrapassando os US$ 76 000 após ter se aproximado dos US$ 75 000. O movimento ocorre em meio a juros elevados e pressões regulatórias nos Estados Unidos, criadas pela falta de avanços no Clarity Act. Especialistas afirmam que a sustentação do patamar dos US$ 75 000 pode reduzir o risco de uma correção mais intensa no curto prazo.
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Por volta das 16h (horário de Brasília), o bitcoin operava em alta de 0,94%, cotado a US$ 76.504,62, enquanto o ethereum avançava 2,09%, a US$ 2.451,11, de acordo com dados da plataforma Binance. Esses ganhos ocorreram após o ativo ter sofrido pressão pelo aumento de juros anunciado pelo Federal Reserve e pela demora na aprovação de medidas regulatórias específicas para criptoativos.
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Pedro Fontes, analista de research do Mercado Bitcoin, observa que “ontem [quarta-feira], logo após o Fed confirmar a alta de juros e o presidente Kevin Warsh falar ao mercado, o bitcoin chegou a ameaçar a perda dos US$ 75 000. A região, porém, atraiu compradores e o preço conseguiu retornar para cima dos US$ 76 000. A reação chama atenção porque aconteceu mesmo em um ambiente pouco favorável, com continuidade das saídas nos ETFs e juros americanos mais altos”.
Os ETFs à vista de bitcoin nos EUA registraram saídas líquidas de US$ 295,9 milhões ontem, elevando o total de retiradas na semana para cerca de US$ 586,2 milhões, após outro US$ 462,7 milhões negativos na semana anterior. Fontes destaca que “os ETFs foram uma das principais forças que levaram o BTC até a região dos US$ 82 000 semanas atrás. Juros mais altos, petróleo elevado, tensão no Oriente Médio e a frustração com o Clarity Act contribuíram para essa reversão”.
Segundo o analista, a defesa da zona dos US$ 75 000 “reduz, por enquanto, o risco de uma correção até a média móvel de 200 dias, próxima dos US$ 70 000”. Ainda assim, o cenário macroeconômico — com taxas de juros elevadas e poucos catalisadores de alta no setor — continua dificultando uma retomada mais acelerada dos preços.






