O norte-americano Anthony Thomas Hoover II apresentou sinais de consciência momentos antes de ter seus órgãos retirados para doação, em outubro de 2021, no Hospital Baptist Health, nos Estados Unidos. O paciente havia sido declarado morto após uma overdose, mas começou a se movimentar depois da retirada do suporte de vida. O caso voltou a repercutir após a abertura de uma audiência para investigar as circunstâncias do episódio.
Segundo os relatos apresentados durante a investigação, Hoover chegou a olhar ao redor e demonstrou movimentos enquanto era preparado para a retirada dos órgãos. Diante das reações, parte da equipe médica se recusou a prosseguir com o procedimento, que acabou sendo interrompido.
A ex-funcionária do hospital Natasha Miller relatou que o paciente já apresentava sinais de consciência quando a equipe se preparava para iniciar a cirurgia. A situação provocou questionamentos entre os profissionais responsáveis pelo procedimento.
Outra ex-funcionária, Nyckoletta Martin, afirmou que as primeiras reações haviam ocorrido horas antes. Segundo seu relato, Hoover se movimentou durante um exame cardíaco e precisou ser sedado novamente. “É o pior pesadelo de todo mundo, não?”, declarou Martin.
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Apesar dos sinais apresentados pelo paciente, a organização responsável pelo processo de doação, a KODA, teria pressionado para que outro médico assumisse o procedimento. A informação faz parte dos relatos apresentados sobre o episódio e está entre as circunstâncias investigadas.
Hoover sobreviveu, mas ficou com sequelas neurológicas. Atualmente, ele não consegue falar e apresenta dificuldades de locomoção. Não foi possível determinar se essas limitações foram provocadas pela overdose ou se estão relacionadas aos procedimentos médicos realizados durante a internação.
A abertura da audiência trouxe novamente à tona os depoimentos de profissionais envolvidos no caso, especialmente sobre os sinais de consciência apresentados pelo paciente e a condução do processo de doação de órgãos.














