BRICS manifesta apreensão com o Oriente Médio e repudia sanções não aprovadas pela ONU

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Líderes do BRICS posam em frente ao Bharat Mandapam durante a cúpula de Nova Delhi. (Foto: Instagram)

Em Nova Delhi, durante a cúpula do BRICS, os líderes reforçaram a importância de manter a segurança nuclear em meio às crises globais. A declaração conjunta ressaltou que, em tempos de tensão entre grandes potências, a proteção de instalações nucleares civis e pacíficas, sob os cuidados da Agência Internacional de Energia Atômica, deve ser priorizada para evitar riscos catastróficos.

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O bloco multilateral também demonstrou preocupação com o agravamento dos conflitos no Oriente Médio e fez críticas contundentes ao uso de sanções impostas sem aval do Conselho de Segurança da ONU. Em sua posição, os países destacaram a necessidade de observância estrita do direito internacional e da Carta das Nações Unidas, levando em conta a diversidade de interesses geopolíticos entre os membros.

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Participaram da reunião, no sábado (12), chefes de Estado e de governo dos cinco fundadores do BRICS, além de convidados especiais. O presidente iraniano Masoud Pezeshkian esteve presente e, no documento final, o grupo manifestou preocupação com “ataques deliberados” a infraestruturas civis e a instalações nucleares de uso pacífico. Analistas veem essa menção como uma crítica velada às operações militares dos Estados Unidos e de Israel contra alvos no Irã.

Os representantes repudiaram sanções unilaterais não sancionadas pelo Conselho de Segurança da ONU, sem citar diretamente qualquer nação. Ainda assim, o posicionamento foi entendido como um apoio às reivindicações russas, já que Moscou enfrenta diversas penalidades impostas pelos países ocidentais desde sua invasão à Ucrânia, em 2022. “Apelamos à eliminação de medidas ilegais que enfraquecem o direito internacional e os objetivos da Carta da ONU”, dizia o texto conjunto.

A Índia, anfitriã deste encontro, recebeu também o presidente russo Vladimir Putin, o chinês Xi Jinping e os demais líderes dos demais oito membros do grupo. No decorrer da cúpula, foi levantada a preocupação com o possível alargamento da guerra no Oriente Médio, em especial pelo fortalecimento dos confrontos entre a Arábia Saudita e os houthis do Iêmen. As lutas na Ucrânia, os embates no Médio Oriente e as crescentes tensões entre Estados Unidos e China colocam à prova a capacidade do BRICS de encontrar consensos entre nações com agendas estratégicas distintas.