Corpo de criança é encontrado em desabamento de prédio e total de mortos chega a seis

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Equipes do Corpo de Bombeiros procuram vítimas nos escombros do desabamento na Penha (Foto: Instagram)

Bombeiros localizaram neste domingo (13) o corpo de uma menina de 7 anos sob os escombros de um prédio em construção que desabou sobre uma casa na Penha, Zona Leste de São Paulo, elevando para seis o número de vítimas fatais. A estrutura despencou sobre um imóvel ocupado por uma família boliviana, deixando ainda duas pessoas feridas. A obra já havia sido autuada, e a Polícia Civil cumpre mandados de prisão contra responsáveis pela construtora.

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Desde a madrugada de sábado (12), equipes do Corpo de Bombeiros trabalham entre entulhos na Rua Tequici em busca de vítimas não encontradas inicialmente. A ação de resgate se estendeu por horas e envolveu militares, cães farejadores e equipamentos pesados para remoção dos escombros.

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A menina de 7 anos era uma das nove pessoas de origem boliviana que viviam no imóvel e mantinham ali uma oficina de costura. Duas delas foram resgatadas com vida, encaminhadas a hospitais e seguem em observação médica, enquanto os demais moradores foram retirados antes do colapso completo da estrutura.

Entre os seis mortos confirmados estão duas mulheres — sendo uma gestante — três outros adultos e a criança encontrada neste domingo. O esforço de salvamento contou com o apoio de viaturas, cães de busca e maquinário especializado para garantir a segurança dos socorristas.

A construção, que se projetava em 11 andares, já enfrentava questionamentos por supostas irregularidades. Havia determinações para paralisação dos trabalhos e demolição da edificação anterior, mas tais obrigações não foram integralmente cumpridas, conforme apuração prévia de órgãos municipais.

Neste domingo, um dos sócios da construtora foi preso temporariamente, e a Polícia Civil expediu mais dois mandados de prisão para outros representantes da empresa. As autoridades buscam esclarecer possíveis falhas no projeto, na execução técnica e na responsabilidade dos gestores pela tragédia.

A Prefeitura de São Paulo instaurou procedimento interno para verificar lacunas na fiscalização do empreendimento, enquanto a Polícia Civil prossegue com as investigações sobre as causas do desabamento e eventuais responsabilizações criminais. A Defesa Civil também avalia se as fortes chuvas recentes influenciaram o colapso estrutural.