
Capitólio dos EUA reforça defesas do fundo do mar ao espaço cis-lunar (Foto: Instagram)
Em discurso na Conferência Aérea, Espacial e Cibernética realizada nesta quarta-feira (16), o general Dan Caine, presidente do Estado-Maior Conjunto, destacou que as Forças Armadas dos Estados Unidos devem ampliar suas capacidades de combate, cobrindo cenários que variam desde as profundezas oceânicas até o espaço cis-lunar. Caine enfatizou a urgência de modernizar sistemas e treinar o efetivo para enfrentar ameaças multiambientais, considerando que futuros conflitos podem se estender do fundo do mar ao entorno da Lua.
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A Força Espacial dos EUA também ajusta seus planos para proteger ativos fora do planeta, voltando a atenção para a região entre a órbita terrestre e a Lua. O tenente-general Gregory Gagnon, chefe do Comando de Forças de Combate da Força Espacial, afirmou que “a humanidade avança cada vez mais rumo ao espaço” e que é missão dessa unidade estar pronta para defender os interesses norte-americanos em um ambiente hostil e estratégico.
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O anúncio de que as Forças Armadas norte-americanas se aprestam para atuar entre a órbita terrestre alta e o solo lunar ocorreu poucos dias depois de o secretário da Força Aérea, Troy Meink, revelar que os EUA já colocaram em operação “armas de controle espacial” em órbita. Essa foi a primeira vez em que Washington reconheceu publicamente a existência de uma capacidade ofensiva no espaço.
Até então, os Estados Unidos limitavam-se a alertar para as manobras agressivas em órbita realizadas por China e Rússia. Entre as práticas atribuídas a essas potências estão o emprego de lasers e sistemas de interferência eletrônica, técnicas capazes de desestabilizar satélites norte-americanos e comprometer serviços vitais de comunicação e vigilância.
Segundo Troy Meink, esses novos recursos têm função de “controle espacial” e servirão para proteger satélites e resguardar interesses estratégicos além da atmosfera. No evento anual Air, Space and Cyber, realizado em National Harbor, no Estado de Maryland, o secretário optou por não detalhar o tipo exato de armamento lançado em órbita, mantendo sob sigilo as especificações dos sistemas.
As informações foram apuradas pela Associated Press (AP) e divulgadas durante a conferência neste mês. Este conteúdo foi traduzido com auxílio de ferramentas de inteligência artificial e revisado pela equipe editorial, conforme indicado em nossa Política de IA.






