MP Eleitoral pede investigação de Rico Melquíades após vídeo com funcionária

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MPE pede investigação contra influenciador por coação política em vídeo com funcionárias (Foto: Instagram)

O Ministério Público Eleitoral (MPE) em Alagoas solicitou à Polícia Federal que investigue um vídeo publicado pelo influenciador Rico Melquíades, no qual ele interroga suas funcionárias sobre preferências políticas. Na gravação, o digital influencer associa o vínculo de trabalho à opção eleitoral e anuncia a demissão de uma colaboradora que teria declarado apoio ao Partido dos Trabalhadores (PT).

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No vídeo, Rico Melquíades pergunta quem é responsável pelo pagamento dos salários e, ao saber que é ele mesmo, afirma não querer “apoiadores do PT” em sua casa. Em seguida, questiona cada funcionária sobre seu posicionamento político, criando um cenário de tensão no ambiente de trabalho.

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Uma das mulheres afirma ter sido simpatizante do PT no passado, mas ter mudado de opinião. Logo depois, Rico se dirige a outra funcionária, identificada apenas como Manuela, associa-a ao partido e a demite sumariamente. Ela responde aos questionamentos com um breve “aham” e recebe a ordem de desligamento.

O MPE avalia o caso à luz do artigo 301 do Código Eleitoral, que prevê crime de coação política quando se usa violência ou grave ameaça para condicionar o voto de alguém, com pena de até quatro anos de prisão mais multa. O procurador regional eleitoral de Alagoas, Marcial Duarte Coêlho, ressaltou que a relação empregatícia não pode ser usada como instrumento de pressão sobre a escolha eleitoral das trabalhadoras. Segundo ele, mesmo que o influenciador alegue tratar-se de uma brincadeira, não há justificativa para dispensar a investigação.

O episódio chega poucas semanas depois de Rico Melquíades ter anunciado pré-candidatura a deputado federal por Alagoas. Filiação ao PSDB em abril, desistência da disputa em julho e justificativa de incompatibilidade entre compromissos profissionais e campanha eleitoral marcam a trajetória política inicial do influenciador.

Além de encaminhar o caso à Polícia Federal, o MPE pretende levar o processo à Justiça Eleitoral para requerer medidas que coíbam práticas semelhantes no futuro. O órgão lembrou que o voto é secreto e que nenhum trabalhador pode ser obrigado a revelar ou condicionar seu apoio político ao empregador.