A turca Rumeysa Gelgi, reconhecida pelo Guinness World Records como a mulher mais alta do mundo, com 2,15 metros de altura, convive com uma condição genética rara que provoca crescimento acelerado e compromete sua mobilidade. Diagnosticada com a síndrome de Weaver, ela utiliza sua visibilidade para conscientizar sobre doenças raras e compartilhar os desafios que enfrenta desde a infância.
Rumeysa recebeu seu primeiro reconhecimento do Guinness em 2014, quando conquistou o título de adolescente mais alta do planeta. Anos depois, passou por uma nova avaliação e foi oficialmente reconhecida como a mulher mais alta do mundo.
Além dos recordes, ela trabalha como desenvolvedora web e pesquisadora. A turca também se dedica a divulgar informações sobre sua condição, que afeta diferentes aspectos de sua rotina. “A síndrome afeta minha mobilidade, minha saúde e minha aparência. Basicamente, todos os aspectos da minha vida”, afirmou em entrevista à BBC.
A síndrome de Weaver está associada a mutações no gene EZH2, relacionado ao controle do crescimento celular. Considerada extremamente rara, a condição possui menos de 50 casos documentados na literatura médica.
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Entre suas manifestações estão crescimento acelerado, escoliose, fraqueza muscular, dificuldades motoras e alterações físicas. No caso de Rumeysa, as limitações de mobilidade exigem o uso de cadeira de rodas para percorrer distâncias maiores. Em outras situações, ela utiliza um andador.
As consequências da síndrome também marcaram sua infância. Rumeysa contou que enfrentou episódios de bullying e teve dificuldades para desenvolver a autoestima, mas destacou a importância do apoio familiar durante esse período. “Quando criança, tive que lidar com bullying. Não foi fácil desenvolver minha autoestima durante aqueles anos. Mas a verdade é que sempre me senti única graças à atitude positiva que meus pais me incutiram”, relatou.
Apesar das limitações físicas, a turca afirma que busca preservar sua autonomia e construir uma trajetória profissional. Segundo ela, conquistar independência sempre esteve entre seus principais objetivos. “Sempre quis ter uma vida independente e mais bem-sucedida possível. É difícil ser independente devido à minha condição, mas tento viver o mais independentemente possível”, declarou.
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A trajetória de Rumeysa também proporcionou encontros com outras pessoas reconhecidas pelo Guinness. Recentemente, ela participou de uma iniciativa promovida pela organização ao lado de Jyoti Amge, que detém o título de menor mulher viva com mobilidade do mundo, com 62,8 centímetros de altura.
Ao compartilhar suas experiências, Rumeysa procura incentivar a aceitação das diferenças e mostrar como encara as dificuldades relacionadas à síndrome. “Cada desvantagem pode se transformar em uma vantagem se você se aceitar como é, conhecer seu potencial e fizer o melhor”, afirmou.














